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Rondônia, Brazil
Contador. Mestrando em Administração. Graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE, MG) e Especialização em Contabilidade e Controladoria (UNIR, RO). Professor da Universidade Federal de Rondônia. Membro do Grupo de Pesquisa GEP - Grupo de Estudos Pedagógicos da UNIR e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Organizações - GEPORG. Foi professor em curso de pós-graduação lato sensu, Contador do Município de Vilhena/RO e Diretor Administrativo e Contador da Autarquia Municipal SAAE. Já exerceu também funções de chefia e vice-cheifa do Departamento de Ciências Contábeis. Atua nas áreas de Contabilidade e Gestão Pública, Terceiro Setor e Contabilidade Ambiental. É também professor da Escola Bíblica Dominical.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Competências essenciais no Estado e demais organizações públicas

De início é importante definir competência. Segundo Zarifian (2008, p.68) competência é “o tomar iniciativa e o assumir responsabilidade do indivíduo diante de situações profissionais com as quais se depara”.

Na gestão pública as competências essenciais têm como um referencial a iniciativa Avaliação de Desempenho dos Gestores Públicos – ADGP da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG), Minas Gerais. Um dos projetos desta secretaria é Estruturador Choques Setoriais de Gestão, o qual tem como objetivo, entre outros, disseminar novos métodos e práticas gerenciais. Esse assunto é objeto de um artigo publicado recentemente por Soares, Darbilly e Vieira (2010) e concluíram que “o programa Choque de Gestão orienta-se principalmente pelos critérios de eficiência e eficácia, já que possui como principais objetivos a solução de problemas financeiros, como o ajuste fiscal, e apresenta como uma de suas principais o foco em resultados”.
A Resolução SEPLAG nº 089/2009 Dispõe sobre a metodologia, os critérios e os procedimentos da Avaliação de Desempenho por Competências dos servidores. O artigo 3º apresenta os conceitos, e o artigo as competências essenciais:

Art. 3º - Para fins do disposto nesta Resolução, considera-se:

I - competência, a contribuição efetiva do servidor para o alcance de resultados institucionais cada vez melhores, utilizando seus conhecimentos, habilidades e atitudes, em seu contexto de trabalho; II - competência essencial, aquela comum a todos os servidores da SEPLAG, relacionada com a crença, valor e filosofia de gestão;

III - conhecimento, o conjunto consciente e acessível de dados, informações, conceitos e percepções adquiridos através da educação e de experiências; IV - habilidade, a capacidade demonstrada de desenvolver tarefas físicas e intelectuais; e

V - atitude, a ação particularizada diante de um contexto ou situação.

Art. 4º - A Avaliação de Desempenho por Competências na SEPLAG deverá observar as seguintes Competências Essenciais:

I - compromisso com resultados; II - atuação estratégica; III - foco no cliente/beneficiário; IV - comportamento inovador; V - agente multiplicador da mudança; VI - articulação interpessoal; e VII - compromisso institucional. E o § 1º assevera que: “Cada competência essencial é desdobrada em contribuições efetivas e congregam um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que viabilizam resultados diferenciados”.

Essa modelo de ADGP e o desenvolvimento das competências essenciais servem de suporte para estudos e implantação nas organizações públicas, em todas as esferas de governo, tanto na administração direta quanto na indireta, considerando suas particularidades e características.

Referências

ESTADO DE MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG). Disponível em < http://www.planejamento.mg.gov.br/inicial.asp> Acesso em: maio de 2011.

SOARES, Vanessa B.; DARBILLY, Leonardo V. C.; VIEIRA, Marcelo M. F. O choque de gestão em Minas Gerais: uma análise a partir do paradigma multidimensional de Benno Sander. In: Encontro de Administração Pública e Governança, Anais... Vitória: Anpad. 2010.

ZARIFIAN, Philippe. Objetivo competência: por uma nova lógica. 1 ed. 3. reimpr. São Paulo: Atlas, 2008.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pequisa

Estou escrevendo um artigo sobre custos no setor publico no contexto da Nova Contabilidade Pública.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Feliz 2011

Que este novo ano seja de muitas bençãos e realizações pessoais e profissionais a todos meus colegas e amigos!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Periódicos

Olá acadêmicos,

No link Pesquisa Acadêmica foram incluídas novas revistas - periódicos - o que amplia o leque de busca de artigos, publicações em contabilidade e administração.
Nas férias incluirei outras.


Boa pesquisa

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Para compreender a ciência

“Para compreender ciência hoje, torna-se necessário recuperar sua história, reconhecer em sua historicidade as raízes que originam e determinam o movimento que hoje lhe é peculiar buscando neste movimento a construção da própria história e reconhecer a ciência como construção que é infinita e que pode ser direcionada a partir do conhecimento de seus determinantes. Compreender a ciência em sua própria história implica, assim, a possibilidade de compreendê-la hoje e a possibilidade de dar uma direção à construção de seu futuro” (p. 429). 

ANDERY, Maria Amália Pie Abib et al. Para compreender a ciência: uma perspectiva histórica. Rio de Janeiro: Garamond. São Paulo: EDUC, 2004, 436 p.



Esta obra é importante para se entender a ciência hoje a partir de seus primórdios, da idade medieval e o início do capitalismo até o pensamento moderno.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá”

   Abaixo segue uma breve resenha elaborada após assistir ao documentário "Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá”. O documentário foi exposto na aula de Planejamento Estratégico nas Organizações da Professora Dra. Maria Berenice Alho da Costa Tourinho no mês de agosto.

   No documentário de Milton Santos notou-se forte crítica com conceitos de cidadania e democracia com aplicação prática.

   É notório o conhecimento da distribuição de renda desigual em muitas nações, incluindo o Brasil. Cidadania e democracia seriam apenas o direito de votar e eleger representantes políticos da nação? Existe, de fato, o direito ou oportunidade de participar numa decisão em políticas públicas sociais?

   Os programas governamentais e as políticas públicas são elaborados utilizando planejamento estratégico?

   Tanto na área empresarial, societária, como no setor público, passa-se por período de mudanças consideráveis na legislação. Assim, é de fundamental importância voltar-se para uma gestão estratégica. Em especial no setor governamental, relacionando com a leitura fílmica.

   Mangels, prefaciando o livro de Kaplan e Norton (2004) diz que “vários governos de estados brasileiros e municípios bem como o governo federal têm estudado e implantado novas formas de gestão estratégica.” Afirma ainda que os Planos Plurianuais materializarão a otimização do uso dos recursos públicos. Mapas estratégicos têm sido desenvolvidos pelo governo. Mas, não são todos os entes públicos que estão com tal postura, pois, conforme Neto, Melo e Pereira (2006) o planejamento, no setor publico, deveria ser o principal instrumento e políticas públicas governamentais, porém, fica no segundo plano na administração do Estado, com aspecto formal, contábil, financeiro, e, não como instrumento de transformação social.

   Mapas estratégicos e Balanced Scorecard são ferramentas que devem ser discutidas sobre suas aplicações no setor governamental, para desenvolvimento e execução de políticas públicas nos Planos Plurianuais e Orçamentos Públicos, tendo em vista diminuir as desigualdades regionais e melhorar a distribuição de renda, bem como fortalecer a cidadania e democracia.

   Gostaria de ouvir a opinião de Milton Santos sobre isso, mas quase dez anos de sua morte já se passou.

   Creio que os contadores públicos têm muito a contribuir nesse processo de mudanças que são advindas, principalmente, pela globalização.

Referências:

KAPLAN, Robert S., NORTON, David P. Mapas estratégicos: convertendo ativos intangíveis em resultados tangíveis. Rio de Janeiro: Campus, 2004.

NETO, José M. da S.; MELO, Rubem P.; PEREIRA, Sidinei A. Resultados notáveis na administração pública: avaliação de programas utilizando mapas estratégicos e balanced scorecard. In: XXX ENANPAD, Anais... Salvador: Anpad. 2006.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010